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Quando andei
Nos caminhos
Da destruição
Sentindo o egoísmo
Em esfera astral
Passei perto
Do recinto do mal
Senti as frias presas
Da astucia do maldito
Ouvi o coro
Celeste da impureza
Quando ainda no céu
Procurava à presa
Sai do caminho do bem
Entrei na floresta da noite
Guardei a vereda
Da injustiça
E espreitei a justiça
Ataquei a traição
Aquele que
Deu-me a mão
Menti pra não morrer
Entrei no inferno
Sem querer
Cobri o rosto contra o bem
Lavei as portas
Da casa das astucias
Fiquei cara a cara
Com a estultícia
Sentei no banco dos réus
Da malicia
Tranquei nas garras
Das trevas
A minha dor
Mergulhei na tentação
Esqueci que havia
Um salvador
Mas há tempo
De pedir perdão

Anna Karenina

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